Burnout em bancários: saiba o que fazer!

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Sabia que existe Síndrome de Burnout em bancários?

O International Stress Management Association – ISMA – apontou que essa síndrome tem afetado cerca de 30% dos trabalhadores, no Brasil.

A Síndrome de Burnout está entre um, dos diversos motivos, que levam ao afastamento do profissional do ambiente de trabalho.

O Brasil ocupa o 2° lugar no ranking de profissionais que sofrem com essa síndrome.

Nem mesmo categoria dos bancários está isenta de sofrer com esse mal. Isso abre espaço para discutirmos e refletirmos sobre as condições de trabalho do brasileiro.

As causas são muito variadas, porém, o esgotamento mental, combinado com estresse e pressão intensos, são os principais motivos.

Acompanhe neste artigo sobre a Síndrome de Burnout em bancários. Veremos o que é Burnout no trabalho e como se dá a Síndrome de Burnout no setor bancário. 

O que é a Síndrome de Burnout?

O termo ‘burnout’ é oriundo do inglês, sendo formando pelas palavras burn (queimar) e out (externo). É algo que remete a queimar energia, causando ao indivíduo uma falta de energia.

Desde esse ano, a Síndrome de Burnout pertence ao CID – Classificação Internacional de Doenças.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), tem uma definição para a Síndrome de Burnout.

Segundo essa organização, podemos entender o burnout como uma síndrome causada por forte estresse, oriundo do trabalho.

Observe que, para que seja Síndrome de Burnout, o esgotamento mental precisa ser causado, especificamente, no trabalho.

Justamente em virtude disso, a Síndrome de Burnout também é conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional.

Especialmente após a pandemia do novo coronavírus, vemos um exponencial crescimento em síndromes e doenças relacionadas a mente.

A nova dinâmica de trabalho, principalmente com a integração do serviço remoto, modificou, positiva e negativamente, a relação dos trabalhadores com a empresa.

Quais são os sintomas da Síndrome de Burnout?

A Síndrome de Burnout no setor bancário se manifesta com sintomas parecidos com aqueles sofridos pelos demais trabalhadores.

Um especialista nesse ramo certamente conseguirá detectar o problema com algumas sessões.

Temos 3 sintomas do Burnout que costumam aparecer na maioria dos casos. São os 3 E’s:

  • Excesso de exaustão;
  • Estresse;
  • Esgotamento físico e mental.

O estresse é proveniente, em grande parte, da quantidade de pressão colocada sobre o profissional, exigindo metas cada vez mais difíceis de alcançar.

No setor bancário, a exigência para que os funcionários cumpram metas abusivas é mais frequente do que imaginamos.

Objetivos inalcançáveis ou impossíveis, o assédio moral sofrido pelos superiores, gerentes e até mesmo pelos clientes, contribuem para esse estresse.

Todos esses fatores somados cria um ambiente muito estressante e competitivo. Consequentemente, o bancário fica exausto e esgotado.

Além desses sintomas clássicos, outros sintomas podem se manifestar:

  • Insônia;
  • Dificuldade para manter o foco;
  • Sensação de desânimo, derrota, frustração e desesperança;
  • Dores musculares.

Pessoas com esgotamento físico costumam queixar-se, por exemplo, de fortes dores nos ombros.

A região fica muito rígida, o paciente sente que está carregando um grande peso sobre as costas.

Quando o bancário está enfrentando esse problema é comum que, após alguns minutos em frente ao computador, as dores comecem a se manifestar.

Principais causas que geram a Síndrome de Burnout em bancários

Uma pergunta que podemos nos fazer é: porque tantos bancários sofrem com a Síndrome de Burnout?

Bom, no tópico anterior, mencionamos uma das principais causas que levam esses profissionais ao esgotamento físico e mental: as metas abusivas.

As metas são consideradas abusivas quando se tornam exageradas, inalcançáveis, ou ainda quando começam a exigir do bancário mais do que ele pode oferecer.

Acontece, por exemplo, quando o gerente ordena que o bancário cumpra metas financeiras em 1 dia que, normalmente, seriam cumpridas em 1 semana.

Juntamente às metas abusivas vem outro problema: o assédio moral sofrido pelos bancários.

Temos o assédio moral do bancário quando ele é exposto a uma situação que cause constrangimento ou que o humilhe.

Assim, esse assédio pode ser cometido tanto pelos superiores hierárquicos (como o gerente) quanto pelos clientes.

A situação entre bancários e clientes pode ficar muito tensa, especialmente porque estamos falando de uma relação que envolve, em todos os aspectos, o dinheiro.

Nesse sentido, o assédio moral somado às metas abusivas, implica em situações como:

  • Ameaçar descomissionar o bancário;
  • Ameaçar ou tornar o bancário inativo;
  • Induzir o bancário a pedir demissão;
  • Pressionar o bancário para cumprir metas;
  • Expor o bancário ao ridículo, tratá-lo de forma desrespeitosa e/ou humilhá-lo.

É justamente por todos esses motivos, que vemos uma crescente nos ingressos com ações judiciais feitas por bancários, em desfavor do banco.

Em situações assim, é possível que o bancário solicite uma indenização por danos morais, com vistas à reparar os danos causados em virtude de todos esses motivos.

Crescimento do Burnout entre bancários

Agora que vimos as causas do Burnout em bancários, é o momento certo para mencionar que, embora esses problemas sempre existiram, o crescimento nos últimos anos é inegável.

O número de bancários afastados, alegando esgotamento, é elevado e crescente.

Em pesquisas mais antigas, o INSS apontou que, entre 2009 e 2017, tivemos um aumento de 61,5% nos bancários afastados.

Especialistas na área sugerem ainda que a situação é ainda mais grave em bancos públicos, a exemplo da Caixa Econômica Federal.

A Fenae fez uma pesquisa, em 2018, com bancários da Caixa.

O resultado foi preocupante.

Um a cada três funcionários disse que já havia apresentado algum problema na saúde, fruto do estresse e da pressão oriundos do ambiente de trabalho.

As alegações dos bancários são tão graves que muitos afirmam que o banco faz pressão, inclusive, para que o indivíduo termine o tratamento médico mais rapidamente e retorne ao serviço.

Como muitos dizem, a falta de sensibilidade é gritante.

Um caso bastante emblemático envolve um ex-bancário do HSBC. O banco foi condenado a indenizar o funcionário em R$ 475 mil, em virtude das condições de trabalho.

As reclamações não se restringem aos bancos ‘A’ e ‘B’. Atingem todos os bancos, sejam eles públicos ou privados.

Desde 2020, com a chegada da pandemia do Novo Coronavírus, a situação se tornou ainda mais alarmante.

Ainda não podemos mensurar todos os estragos que essa pandemia causou à categoria dos bancários.

Porém, de antemão, o Sindicato dos Bancários destaca a elevação na pressão e no estresse. Não obstante, tivemos ainda o medo de uma possível contaminação.

A crise traz ainda a exigência para cumprir mais e mais metas, na tentativa de recuperar o crescimento econômico do país.

Consequências da Síndrome de Burnout para os bancários

Apesar de ser uma Síndrome caracterizada, exclusivamente, por ser decorrente do ambiente de trabalho, as consequências do Burnout se estendem a outras esferas da vida.

Quando o indivíduo começa a ficar estressado, exausto e esgotado mentalmente, isso começa a trazer implicações à sua vida pessoal.

Gradualmente, o bancário observa uma mudança nas relações intra-familiares e com os amigos.

Pouco a pouco, fazer atividades e estar com pessoas que antes o fariam muito feliz, começa a não ser mais tão interessante.

A Síndrome de Burnout, quando não é diagnostica e tratada adequadamente, pode levar ao desenvolvimento de outras doenças no bancário.

Os exemplos mais corriqueiros que temos são os bancários começarem a apresentar quadros de ansiedade, depressão ou síndrome do pânico.

Além disso, o bancário terá que lidar com todos os sintomas físicos e psicológicos.

Embora seja uma síndrome que afeta o psicológico, nosso corpo é uma unidade.

Isso significa que a mente tem poder sobre o corpo, e o corpo tem poder sobre a mente.

Um paciente com essa síndrome pode se tornar um refém de enxaquecas muito fortes, noites em claro, oscilações no humor.

Ainda, decorrente da exaustão e do estresse, o bancário passa a ver o trabalho como um fardo muito grande.

Assim, fazer atividades simples e rotineiras do banco o deixam extremamente fadigado.

Lentamente, começa a perder completamente a alegria em fazer quaisquer coisas relacionadas a trabalho.

Esse é um pontapé significativo para começar a desenvolver um quadro depressivo.

Por isso, se você é um bancário e está enfrentando essa situação, saiba que tem o direito de ser afastado. Durante 15 dias a empresa precisa garantir sua remuneração.

Caso precise de período superior a esse, não há problemas. Busque pelo INSS e corra atrás do auxílio-doença do bancário.

Pesquisa faz análise da Síndrome de Burnout em bancários

Há diversas pesquisas que foram e estão sendo feitas, voltadas a avaliar a incidência da Síndrome de Burnout em bancários.

A pesquisa que vamos destacar, em especial, está sendo realizada pela Universidade Católica de Petrópolis – UCP.

O objetivo é fazer um estudo mais minucioso com os bancários, identificando as causas principais que levam ao Burnout.

Sabendo as causas exatas, podemos pensar em soluções ou, ao menos, em meios para mitigar os problemas e tornar o ambiente de trabalho menos esgotante.

Neste artigo, conhecemos um pouco mais sobre a Síndrome de Burnout em bancários.

Como pode observar, o estresse e a pressão crescentes está levando ao aumento no número de bancários com Burnout.

As metas abusivas são uma das principais causas.

É importante que o bancário identifique os sintomas o quanto antes, dessa forma as consequências serão mais leves.

Ainda, é importante destacar que quando há a Síndrome de Burnout em bancários, o profissional tem direito ao afastamento remunerado e ao recebimento de auxílio-doença, se comprovada a incapacidade para o trabalho.

Qual a sua opinião sobre a Síndrome de Burnout em bancários? Fale conosco, caso tenha dúvidas.

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